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1000 espécimes numa exposição de História Natural a partir de 28 de Março

Exposição SPECERE convida público a “olhar” a diversidade do mundo natural

Um peixe capturado numa expedição do Rei D. Luís, um outro cuja origem é a Antártida, um mocho
(Bufo-real) coletado em 1886 em Fornos de Algodres ou uma Cobra-lisa-meridional que data 1862,
são alguns dos espécimes mais curiosos presentes na exposição SPECERE e que carregam consigo a história da história natural.
Transformámos um corredor do MUHNAC numa exposição. Convidamo-lo a percorrer 60 metros
ao longo dos quais poderá ficar a conhecer mais de 1000 espécimes que “saltaram” das reservas
de coleções para o olhar do público, dando desta forma corpo à exposição SPECERE, que inaugura
dia 28 de março, às 18h00, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de
Lisboa (MUHNAC-ULisboa).
As coleções de história natural são normalmente conhecidas pela sua beleza e diversidade. Não tanto pelo potencial de transmissão de conhecimento e muito menos pela sua aplicação no nosso
quotidiano como em estudos sobre alterações climáticas, saúde pública, biossegurança, monitorização ambiental, prospeção de produtos farmacêuticos e de novos recursos, ciência forense,
entre outros.
Neste sentido, esta exposição tem como objetivo dar a conhecer ao público a diversidade das
coleções de história natural do MUHNAC e do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT) –
compostas por um total de 1,3 milhões de espécimes, incluindo coleções geológicas, botânicas e
zoológicas – mas também o trabalho diário de preparação e preservação necessários para a sua
manutenção e, acima de tudo, destacar a importância e utilidade que estas têm para a ciência e para a sociedade.
Judite Alves, Comissária Científica da exposição e responsável pelo Departamento de História Natural do MUHNAC, explica que a principal novidade desta exposição é a «abordagem», ou seja, noutras exposições «os espécimes são normalmente mostrados enquadrados numa problemática específica de cada exposição, mas aqui o foco são mesmo os espécimes e o valor científico que cada um encerra».
Por isso «é importante as pessoas compreenderem a razão do investimento que se faz para manter
estas coleções e perceberem, por um lado, que as coleções são parte do nosso património científico
e cultural, mas também que tem um valor concreto para a sociedade, já que permitem abordar
questões muito relevantes para a sociedade como as alterações globais, a conservação da
biodiversidade, a monitorização ambiental, só para mencionar algumas».
Rochas, minerais, fósseis, aves e mamíferos naturalizados, conchas, insetos, folhas de herbário,
coleções em meio líquido incluindo invertebrados marinhos, peixes e répteis e anfíbios são alguns
dos espécimes de coleções do MUHNAC e do IICT que estarão patentes na nova exposição SPECERE, a qual na sua construção envolveu 21 curadores de coleções de história natural.

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