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A FERLAP e a Redução de vagas no Superior em Lisboa

Recebemos da FERLAP – Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais, a seguinte Nota de Imprensa:
Redução de vagas no Superior em Lisboa
Tivemos hoje conhecimento, pelas notícias, da ideia de o governo reduzir as vagas no Ensino Superior Público em Lisboa.
A questão que se nos levante é, se esta medida não vai, uma vez mais, prejudicar significativamente os Alunos provenientes de famílias com menos recursos económicos?
Todos sabemos que se os filhos das famílias com menos recursos económicos, não ficarem colocados na área de residência, neste caso Lisboa, muito dificilmente poderão frequentar o Ensino Superior, por incapacidade financeira das famílias para suportar a deslocação dos seus filhos, com tudo o que isso implica, entre outros, residência e alimentação que têm que ser obrigatoriamente pagos à parte do orçamento familiar.

Por outro lado, também todos sabemos que, no geral, as “melhores notas” são obtidas pelos Alunos das Escolas Secundárias Privadas, ou de algumas Escolas Públicas mas de “acesso condicionado”.
Logo, não é difícil perceber quais são as famílias que teriam que vir a suportar a deslocação dos seus filhos para o interior.
Assim, algumas das perguntas que se levantam, são:
Como é que o governo, que defende a igualdade de acesso e a qualidade do Ensino para todos, se propõe resolver a desigualdade que está a fomentar com esta medida?
Quais são as medidas decididas que vão permitir que os Alunos com menos possibilidades económicas, que, hoje, tinham nota para frequentar o Ensino Superior na área de Lisboa, possam vir a frequentar o Ensino Superior?
Caso esta medida venha a ser uma realidade, uma vez que as famílias com mais dificuldades económicas o não podem fazer, quem irá suportar a deslocação dos Alunos da área de Lisboa para o interior?
De quem será a responsabilidade pela quebra das espectativas criadas aos e pelos Alunos, ao longo da Escolaridade Obrigatória, pelos anos de muito trabalho desenvolvido, por vezes contra todas as expectativas?

Como temos dito ao longo do tempo, as Políticas para a Educação, não podem ser decididas em cima do joelho. As decisões tomadas têm que ter em conta as implicações que virão a ter.
Neste caso concreto, entendemos que esta medida vem promover a impossibilidade de muitos Alunos, que hoje tinham média para entrar, de frequentar o Ensino Superior. Não por incapacidade intelectual, mas por incapacidade financeira.
Este governo e a maioria que o suporta, afirma que tal como nós, defender a Igualdade de Oportunidades no Ensino. Logo, esta medida não pode passar de um lapso, não é possível ser uma realidade.
Queremos crer que a maioria que suporta este governo, pretende que a
oportunidade de aceder ao Ensino Superior seja uma realidade para todos os portugueses. Pensamos que não será com este tipo de medidas que isso poderá vir a ser uma realidade.
Mais uma vez precisamos do apoio da Comunicação Social, para que uma
medida que promove a DESIGUALDADE de OPORTUNIDADES seja uma realidade.
Não podemos apregoar uma coisa e praticar outra.
O FUTURO DO NOSSO PAÍS, ESTÁ NA EDUCAÇÃO DOS NOSSOS FILHOS.
Isidoro Roque
Presidente CE

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